A evolução da hidroponia como estratégia para aumentar a produtividade, garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade na horticultura brasileira.
A Hortitec 2026, realizada em Holambra, interior de São Paulo, confirmou que a horticultura brasileira entrou definitivamente na era da tecnologia. Mais do que uma feira de exposição, o evento mostrou uma cadeia produtiva em transformação: hidroponia, cultivo protegido, irrigação de precisão, inteligência artificial, bioinsumos, genética avançada e novas hortaliças adaptadas ao clima e ao consumo moderno.
Com mais de 500 empresas expositoras, expectativa de 32 mil visitantes e projeção de R$ 750 milhões em negócios, a feira revelou um setor que já movimenta muito, mas que ainda tem enorme espaço para crescer no Brasil. O desafio agora é levar essas soluções ao produtor, especialmente aos pequenos e médios, com crédito, assistência técnica e políticas públicas que acelerem a modernização no campo.
Entre os destaques, estiveram tecnologias para reduzir perdas, economizar água, enfrentar mudanças climáticas e aumentar produtividade. A Embrapa apresentou novas cultivares de PANCs e batata-doce biofortificada; o IAC levou soluções em cultivo indoor, aeroponia e transferência de tecnologia; e diversas empresas apresentaram sistemas hidropônicos, sensores, automação e sementes de alto desempenho.
A mensagem da Hortitec é clara: o futuro da alimentação passa por produzir mais, melhor e com menos desperdício. E nessa agenda, a horticultura, a hidroponia e o cultivo protegido deixam de ser nicho para se tornarem estratégia de segurança alimentar, geração de renda e desenvolvimento econômico para o Brasil.
Por Diego Santin — Presidente da Associação Cultivo Protegido do Brasil.
