O vereador Rogerinho da Dakar protocolou, na sessão ordinária de terça-feira (25), requerimento pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contas, contratos e atos administrativos do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) desde o início do atual mandato. O documento foi indeferido.
Segundo publicação da Câmara Municipal de Várzea Grande divulgada na quarta-feira (26), o indeferimento se deu com base no artigo 87 do Regimento Interno da Casa: o requerimento continha apenas uma assinatura, a do próprio autor. O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, orientou o parlamentar a colher as assinaturas restantes e protocolar novamente. O procurador jurídico Ismael Alves participou da análise.
A justificativa do vereador
Na tribuna, Rogerinho da Dakar afirmou, conforme registro da própria Câmara: “Eu entro com um pedido de CPI para investigar todas as contas, os contratos, tudo, tudo relacionado ao DAE desde o início desse mandato. E isso é para mostrar para a população várzea-grandense que realmente é cunho político e perseguição”.
O que a Câmara não informou
A publicação oficial não indica quantas assinaturas o artigo 87 do Regimento Interno exige para a instalação de uma CPI, não informa quantos vereadores compõem a Casa, não traz o número de protocolo do requerimento e não estabelece prazo para reapresentação. Também não há, no texto, falas entre aspas de Wanderley Cerqueira ou de Ismael Alves — a atuação de ambos é narrada, e não citada.
O Registro do Dia não localizou, até a publicação desta matéria, manifestação do DAE-VG ou da Prefeitura de Várzea Grande sobre o requerimento.
Com informações de: Câmara Municipal de Várzea Grande (publicação oficial de 26/08/2026, assinada por Kelly Carolina da Silva).
