A Defesa Civil de Várzea Grande e a Defesa Civil de Mato Grosso se reuniram na quarta-feira (9) para dar andamento à elaboração do Plano de Contingência para Situações de Risco e Desastres, o Plancon, e ao mapeamento de áreas de risco no município. Segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, trata-se de elaboração inédita, o que significa que Várzea Grande ainda não dispõe de um plano de contingência formalizado.
O levantamento inicial abrange três pontos, todos citados nominalmente pelo coordenador municipal: os bairros Manga, Alameda e Construmat.
“Contamos com o apoio do Estado não só nas ações, mas também na capacitação da Defesa Civil de Várzea Grande. Hoje estamos fazendo o levantamento de três pontos principais, que são os bairros da Manga, Alameda e Construmat. Em breve, também vamos realizar o levantamento em todos os bairros do nosso município”, disse Jovanil Flores, coordenador da Defesa Civil de Várzea Grande.
Pelo lado estadual, o coordenador de Gestão de Risco da Defesa Civil de Mato Grosso, José Bruno de Souza Filho, descreveu o objetivo do encontro. “Vimos que o município já realiza ações e isso tem tido efeito positivo para amenizar o problema. A reunião teve como objetivo definir algumas áreas prioritárias para que a Defesa Civil do Estado possa apoiar a Defesa Civil Municipal no mapeamento dessas áreas de risco”, afirmou.
Na véspera, cobrança na Câmara
Um dia antes, na sessão ordinária de terça-feira (8), o vereador Sardinha apresentou requerimento cobrando plano preventivo contra enchentes diante da proximidade do período chuvoso. O documento, segundo a Assessoria de Comunicação da Câmara, foi dirigido a três pastas: Defesa Social, Obras e Meio Ambiente.
O texto da Câmara cita quatro áreas que, conforme o parlamentar, alagam todos os anos: Monte Castelo, fundo do Primavera, Figueirinha e Jardim dos Estados. Observamos que nenhuma dessas quatro localidades coincide com os três pontos que a Defesa Civil informou estar levantando neste momento. A comparação entre as duas listas é nossa, e não consta de nenhum dos dois documentos oficiais.
O material divulgado pela Câmara sobre o requerimento não traz nenhum trecho entre aspas. Por esse motivo, nenhuma declaração é atribuída diretamente ao vereador nesta reportagem.
O que não foi informado
A Prefeitura não informou prazo para a conclusão do Plancon nem para o encerramento do mapeamento das áreas de risco. Também não divulgou custo da elaboração, nem se existe convênio ou repasse do Governo do Estado envolvido no apoio técnico anunciado.
Não foi informado quantas famílias ou quantos domicílios vivem hoje nas áreas de risco identificadas, dado que costuma orientar a priorização de obras e de abrigos. A Prefeitura também não esclareceu se o plano será submetido à Câmara Municipal ou publicado no diário oficial, nem por que o município chegou a 2026 sem plano de contingência.
Os dois textos oficiais, o da Prefeitura e o da Câmara, não se mencionam mutuamente. Até a publicação desta reportagem, o Executivo não havia respondido publicamente ao requerimento do vereador.
Com informações de: Prefeitura de Várzea Grande (Secom-VG) e Câmara Municipal de Várzea Grande.
