Vereadores cobram o DAE por até cinco dias sem água em bairros de Várzea Grande

Galibert relata intervalo ampliado de três para cinco dias no Mapim e região; Alessandro Moreira diz que poços reativados seguem sem parte elétrica

Vereadores cobram o DAE por até cinco dias sem água em bairros de Várzea Grande
Vereador Alessandro Moreira em pronunciamento na Câmara de Várzea Grande, em 17 de agosto de 2026 — Assessoria de Comunicação/Câmara Municipal de Várzea Grande — uso jornalístico

Dois vereadores de Várzea Grande cobraram publicamente o Departamento de Água e Esgoto (DAE) por falhas no abastecimento, em pronunciamentos divulgados pela Câmara Municipal na segunda-feira (17).

O vereador Galibert relatou piora no fornecimento nos bairros Mapim, Jardim dos Estados, Nair Sacre, Celestino Henrique e Parque Atlântico. Segundo ele, o intervalo entre um abastecimento e outro foi ampliado de três para cinco dias.

“Se o morador paga a conta de água, ele tem que ter água em casa para ser usada”, afirmou. O parlamentar cobrou que o DAE, conforme registro da Câmara, “elabore e cumpra uma programação eficiente para reduzir os dias intercalados de abastecimento”, e anunciou que pretende protocolar ofícios e intensificar fiscalizações. Ele também cobrou da Secretaria de Obras o cumprimento de promessas de recapeamento e asfaltamento no Parque Atlântico.

Poços sem energia

O vereador Alessandro Moreira (MDB), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, tratou da região do Grande Cristo Rei e citou três poços artesianos: o da Cohab Dom Orlando Chaves, o do CMEI Nair Sacre na Cohab Cristo Rei e o do loteamento Joaquim Curvo.

“O que eu vejo é a propaganda efetiva da reativação do poço artesiano, mas antes de se colocar a parte elétrica, colocar o poço em operação, estão vendendo ilusão à população. A população está há vários dias sem abastecimento”, disse.

O que a Prefeitura já havia informado

Em setembro de 2025, a Prefeitura de Várzea Grande divulgou que o DAE havia reativado nove poços — nos bairros CISC Cristo Rei, Colinas Verdejantes, Capelinha, Univag, Costa Verde, Carrapicho, Capão Grande, Aurília Curvo/Cristo Rei e Capão do Pequi. Na ocasião, a administração informou que o município conta com 109 poços, dos quais 58 em operação e 51 desativados.

Sem resposta do órgão

Nenhuma das duas publicações da Câmara traz posicionamento do DAE, da Secretaria de Obras ou da Prefeitura sobre as cobranças. As matérias oficiais também não informam quantos moradores ou economias são afetados, a vazão dos poços citados e qual o prazo para normalização do abastecimento.

Não há informação sobre o custo da parte elétrica pendente nos poços, se existe contrato ou licitação em curso para essa etapa, nem registro de requerimento formal protocolado ou número de ofício. As matérias não trazem o partido nem o nome completo do vereador Galibert.

O Registro do Dia procurou o DAE, a Secretaria Municipal de Obras e a Prefeitura de Várzea Grande para obter o cronograma de abastecimento das regiões citadas e a situação dos três poços. Não houve resposta até o fechamento desta edição, e a reportagem será atualizada.

Com informações de: Câmara Municipal de Várzea Grande e Prefeitura de Várzea Grande.