ALMT convoca secretário da Sinfra para explicar atrasos e custos do BRT em 11 de junho

Oitiva está marcada para o dia 11 de junho — deputados querem detalhes sobre contratos que ultrapassaram R$ 530 milhões com atrasos e revisões

Fachada da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá (MT)
Fachada da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá (MT) (Foto: Bruno Luiz / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0))

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou em 27 de maio a convocação do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, para prestar esclarecimentos em 11 de junho sobre os atrasos e o aumento de custos das obras do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande. O requerimento, apresentado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), transforma a cobrança sobre a obra em ato formal de fiscalização do Legislativo.

Segundo a ALMT, o pedido passou de convite para convocação depois que o secretário não compareceu a uma reunião anterior sobre o tema. A mudança elevou o tom da cobrança política em torno de uma intervenção que se arrasta no principal eixo urbano da região metropolitana e afeta diariamente moradores, motoristas e usuários do transporte coletivo.

Ao defender o requerimento em plenário, Lúdio afirmou que apenas 44% do trecho 1 foi concluído até agora, embora o governo estadual tenha anunciado em 2020 que toda a obra seria entregue até dezembro de 2022. O parlamentar atribuiu ao atraso parte do desgaste político em torno do empreendimento, que se tornou símbolo de promessa descumprida e transtorno urbano em Cuiabá e Várzea Grande.

O deputado também afirmou que os contratos do trecho 1 já ultrapassam R$ 550 milhões, acima dos R$ 430 milhões inicialmente anunciados para toda a obra do BRT. Ainda segundo Lúdio, um edital publicado em agosto de 2025 previa R$ 68,8 milhões para a construção de 77 estações, mas um novo edital teria elevado esse valor para R$ 120 milhões.

Na avaliação do autor da convocação, a audiência do dia 11 de junho deve servir para detalhar aditivos, cronograma, motivos dos atrasos e a evolução dos custos. A expectativa da Assembleia é que Marcelo Oliveira apresente explicações públicas sobre a execução do trecho entre o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e o fim da Avenida do CPA, em Cuiabá.

O caso ganhou peso político porque o BRT foi vendido como solução de mobilidade para a Grande Cuiabá e, quatro anos depois do anúncio oficial de entrega, continua incompleto. A íntegra da convocação e das declarações de Lúdio Cabral foi publicada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso; o requerimento também foi repercutido por veículo local.

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