A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, anunciou na tarde de terça-feira (18) a troca no comando do Departamento de Água e Esgoto (DAE-VG). O então presidente da autarquia, Rogerinho da Dakar, retorna à Câmara Municipal, onde passa a exercer a função de líder do governo. Ele também é vereador.
Para a presidência do DAE-VG foi anunciado José Carlos, descrito pela Prefeitura como servidor que atua na autarquia desde março.
A justificativa da Prefeitura
Segundo a administração municipal, a escolha busca garantir a continuidade das ações técnicas da autarquia em um momento considerado delicado, e a opção por um nome sem atuação política direta permite que o DAE mantenha o foco nos serviços e nos desafios relacionados ao abastecimento de água.
Rogerinho da Dakar deixa a presidência, conforme o texto oficial, com a missão de representar a autarquia e seus servidores no Legislativo, atuando na defesa dos interesses dos servidores e das demandas do DAE-VG.
A Prefeitura informou que mantém o planejamento da chamada “Aliança pela Água” e que, entre os principais investimentos previstos, estão cerca de R$ 60 milhões em recursos do Governo do Estado destinados a obras e melhorias na infraestrutura de abastecimento.
A troca ocorre em meio a cobranças por falta de água
A mudança acontece um dia depois de dois vereadores cobrarem publicamente o DAE. Em pronunciamentos divulgados pela Câmara na segunda-feira (17), o vereador Galibert relatou que o intervalo entre abastecimentos foi ampliado de três para cinco dias nos bairros Mapim, Jardim dos Estados, Nair Sacre, Celestino Henrique e Parque Atlântico. O vereador Alessandro Moreira (MDB) afirmou que poços reativados na região do Grande Cristo Rei seguem sem a parte elétrica instalada.
A publicação oficial sobre a troca de comando não menciona nenhum desses bairros e não responde às cobranças dos parlamentares.
O que a Prefeitura não informou
A administração municipal identifica o novo presidente apenas pelo prenome composto — não divulga sobrenome, formação, cargo anterior nem matrícula. Também não informa a data de efetivação da posse, o ato de nomeação, o número da portaria ou a publicação em diário oficial.
Não há informação sobre se Rogerinho da Dakar estava licenciado do mandato de vereador e qual o rito do retorno, nem sobre quem deixa a cadeira hoje ocupada por suplente — a Câmara empossou Wilson da Manga, do Progressistas, em 12 de agosto, para mandato de 30 dias.
A Prefeitura tampouco divulgou a origem, o instrumento e o cronograma dos cerca de R$ 60 milhões anunciados: nenhum número de convênio é citado. Não há informação sobre a situação financeira atual da autarquia nem prazo para normalizar o abastecimento.
A publicação não traz nenhuma declaração entre aspas — todas as falas da prefeita aparecem em discurso indireto no texto oficial.
Com informações de: Prefeitura de Várzea Grande e Câmara Municipal de Várzea Grande.
