Sinop recebe 5.826 implantes Implanon do Ministério da Saúde, cerca de 57% da distribuição feita a Mato Grosso

Segundo a Prefeitura, 2.964 implantes já haviam sido inseridos no município até setembro; nova remessa permite retomar as inserções nas UBS.

Imagem ilustrativa: Unidade Básica de Saúde Novo Silvestre - Viçosa MG
Imagem ilustrativa. Foto: Mateus S. Figueiredo/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)
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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, recebeu na manhã desta sexta-feira (2) uma remessa de 5.826 implantes contraceptivos do tipo Implanon enviada pelo Ministério da Saúde. Segundo a Prefeitura, Mato Grosso recebeu 10.200 unidades nesta distribuição, das quais cerca de 57% foram destinadas a Sinop por meio da Secretaria de Estado de Saúde.

Até setembro de 2026, 2.964 implantes já haviam sido inseridos no município, que iniciou a oferta do método em setembro de 2025. Ainda segundo a Prefeitura, a nova remessa amplia o estoque, permite a retomada das inserções e dá ao município condições de ampliar a disponibilidade do procedimento na rede de Atenção Primária à Saúde.

A coordenadora da Política de Saúde da Mulher da Secretaria de Saúde, Dayane de Souza, relacionou o volume recebido ao trabalho realizado pelo município na oferta do método. Ela também destacou o número de procedimentos já realizados e a importância da nova remessa para o planejamento reprodutivo.

“2.964 implantes contraceptivos já foram inseridos em Sinop. Esse número demonstra que o município já possui uma experiência importante na oferta desse método. Com o novo abastecimento, será possível fortalecer ainda mais o planejamento reprodutivo na Atenção Primária, ampliar as opções contraceptivas oferecidas às mulheres e dar continuidade ao atendimento das pacientes que aguardam pelo procedimento”, afirmou a coordenadora.

Segundo a Prefeitura, o Implanon é um implante contraceptivo subdérmico de longa duração: um pequeno bastão flexível colocado sob a pele do braço, com anestesia local, que libera continuamente o hormônio etonogestrel. A eficácia informada é de menos de uma gestação para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso, com duração de até três anos para o implante usado no SUS, e o método é reversível. Podem surgir efeitos adversos, e a alteração do padrão menstrual está entre os mais frequentes, de acordo com a publicação.

Para ter acesso ao método, a mulher deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e solicitar atendimento de planejamento familiar. Ela passa por consulta com um profissional da equipe, geralmente enfermeiro, que faz a avaliação individual e apresenta as opções contraceptivas disponíveis. Se o implante for considerado adequado e a paciente optar pelo método, a inserção é agendada conforme a organização da unidade.

A publicação não informa o tamanho da fila de espera pelo procedimento nem quantas UBS fazem a inserção.

Com informações da Prefeitura de Sinop e do Só Notícias.