Inteligência policial, preparo das equipes e integração entre instituições estão no centro da atuação defendida pelo tenente-coronel Airton Araújo Feitosa, coordenador do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (GEFRON), em Mato Grosso. Entre janeiro e setembro de 2026, a unidade retirou de circulação 26,3 toneladas de drogas e provocou prejuízo estimado em R$ 371 milhões às organizações criminosas, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Fonte: Sesp-MT.
O TC Airton assumiu o comando em 23 de abril deste ano, durante cerimônia realizada em Cáceres, sucedendo o coronel PM Manoel Bugalho Neto. A função representa uma nova etapa de sua trajetória na segurança pública e de sua ligação profissional com a região oeste do estado. Fonte: passagem de comando.
Natural de Goiânia, o oficial iniciou sua carreira militar no Corpo de Bombeiros de Goiás. Em Mato Grosso, foi declarado aspirante a oficial em 2007 e teve Cáceres como primeira lotação. Passou pela ROTAM e pelo comando da Companhia São Mateus, em Várzea Grande, antes de retornar à região oeste para servir no GEFRON, em 2023. As informações constam da biografia apresentada à Câmara Municipal de Cáceres em uma proposta de homenagem ao militar. Fonte: Câmara de Cáceres.
Ao abordar o trabalho na fronteira, o TC Airton atribui os resultados a investimentos que combinam equipamentos e tecnologia, valorização do operador e educação e treinamento contínuos. Na avaliação do coordenador, a estrutura material precisa estar acompanhada de profissionais preparados para os desafios das operações.
Outro ponto destacado em seu relato é a cooperação entre forças de segurança federais, estaduais e municipais, além de instituições de outros países. Segundo ele, essa integração amplia a capacidade de enfrentamento aos crimes transfronteiriços e contribui para apreensões também fora do território brasileiro.
Os indicadores de 2026 mostram a dimensão desse trabalho coletivo. Até setembro, o volume de drogas apreendidas já era aproximadamente 22% superior ao registrado em todo o ano de 2025, quando o GEFRON contabilizou 21,5 toneladas. A comparação considera nove meses de 2026 e os doze meses do ano anterior.
No mesmo período de 2026, a unidade registrou 199 ocorrências. O balanço encaminhado à reportagem relaciona ainda 135 veículos apreendidos ou recuperados, 12 aeronaves apreendidas, 57 armas de fogo e 5.731 munições retiradas de circulação.
Criado em março de 2002, o GEFRON atua na prevenção e repressão ao tráfico de drogas e a outros crimes na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, como contrabando, descaminho, roubo e furto de veículos. Seu histórico reúne resultados construídos por sucessivas equipes e gestões.
No acumulado institucional de 2019 a setembro de 2026, a tabela enviada à reportagem registra 129,3 toneladas de entorpecentes apreendidos, 2.129 veículos apreendidos ou recuperados e 79 aeronaves apreendidas. O prejuízo estimado ao crime nesse intervalo soma R$ 2,7 bilhões.
Ao sintetizar a importância da unidade, o TC Airton afirma: “Um GEFRON forte é a primeira muralha em defesa da nossa sociedade”. A declaração traduz a visão do coordenador sobre o papel da fiscalização na fronteira: impedir o avanço das atividades criminosas e contribuir para a segurança da população.
