No segundo turno das eleições de 2026, a zerésima e o Boletim de Urna (BU) serão, mais uma vez, impressos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O tribunal explica a diferença entre os dois documentos e o destino de cada via.
A zerésima é o primeiro relatório emitido pela urna no dia da eleição. Ela é gerada assim que a urna é ligada e comprova que não há votos registrados para nenhum candidato naquele dispositivo. É emitida e assinada pelo presidente da Mesa Receptora de Votos, na presença dos fiscais dos partidos presentes, antes do início da votação. Se já houver eleitores na fila, as duas primeiras pessoas são convidadas a acompanhar.
O BU é impresso ao fim da votação e mostra os votos computados pela urna na seção: a votação de cada candidata e candidato, os votos para legendas, os nulos, os brancos e a soma geral. O documento registra também o número de faltosos, o de eleitores com biometria e a data e o horário de início e de encerramento da votação.
Cada seção imprime cinco vias. A 1ª é afixada em local visível na seção. A 2ª e a 3ª são destinadas à junta eleitoral. A 4ª fica com o presidente da Mesa Receptora de Votos, para conferência. A 5ª é entregue a representante de partido, a profissional da imprensa ou do Ministério Público, se houver solicitação. O presidente da mesa deve convidar as duas últimas pessoas a votar em cada seção para acompanhar a impressão e a assinatura dos documentos.
Cada BU tem um QR Code. O aplicativo Boletim na Mão lê o código, permite guardar os dados no celular, mesmo sem internet, e compará-los com os dados oficiais. Os BUs também ficam disponíveis no site Resultados da Justiça Eleitoral.
A zerésima da urna não é a única. O TRE-MT emitiu na tarde de sábado (24) a Zerésima do SISTOT, o sistema de totalização, que é diferente da zerésima de cada urna. Por determinação do juiz Pérsio Landim, a nova emissão deve ocorrer a partir das 15h deste domingo (25), no horário de Cuiabá.
Segundo o juiz Pérsio Oliveira Landim, presidente dos trabalhos da CAEG26, o procedimento é mais uma ferramenta de segurança do processo eleitoral e mais uma das barreiras que garantem a lisura do processo. Ele disse que estavam presentes o Ministério Público, representantes da OAB, dos partidos políticos, das federações e das coligações, para demonstrar que não existem votos previamente computados.
Serviço: o aplicativo Boletim na Mão e o site Resultados da Justiça Eleitoral, citados pelo TSE.
Com informações do TSE e do TRE-MT.
