Está definido o adversário do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026: a Noruega. Nesta terça-feira (30), os escandinavos bateram a Costa do Marfim por 2 a 1, em Arlington, e confirmaram a vaga no mata-mata. O duelo contra a Seleção está marcado para domingo (5 de julho), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA). Quem vencer avança às quartas de final.
Como a Noruega chegou até aqui
A Noruega vive seu melhor momento em quase três décadas. Segunda colocada do Grupo I — atrás apenas da França —, a equipe do técnico Ståle Solbakken venceu o Iraque por 4 a 1 e o Senegal por 3 a 2 antes de poupar titulares na derrota por 4 a 1 para a França, já classificada. Na Rodada de 32, superou a Costa do Marfim e chegou às oitavas pela primeira vez desde 1998 — o fim de uma espera de 28 anos.
O fator Haaland
O grande nome é Erling Haaland. O centroavante do Manchester City já marcou quatro gols no torneio (dois contra o Iraque e dois contra o Senegal) e chega embalado para o jogo eliminatório. Ao seu redor, a Noruega reúne um elenco com forte presença na Premier League: o capitão Martin Ødegaard (Arsenal) comanda a criação, com apoio de nomes como Sander Berge, Oscar Bobb e do atacante Jørgen Strand Larsen. É um time fisicamente forte, perigoso nas transições e nas bolas paradas — terreno em que Haaland costuma decidir.
O momento do Brasil
A Seleção de Carlo Ancelotti chegou às oitavas após uma campanha consistente: na fase de grupos, empatou em 1 a 1 com o Marrocos, goleou o Haiti por 3 a 0 e fechou o Grupo C na liderança ao bater a Escócia por 3 a 0. Na Rodada de 32, porém, sofreu: saiu atrás diante do Japão, empatou com Casemiro e só garantiu a virada por 2 a 1 nos acréscimos, com Gabriel Martinelli aos 96 minutos. O roteiro dramático serviu de alerta — e, ao mesmo tempo, mostrou poder de reação.
O fantasma de 1998
O retrospecto acende um sinal de atenção. O único encontro entre as seleções em Copas do Mundo terminou com vitória norueguesa: Noruega 2 a 1, em 23 de junho de 1998, na França. Naquele jogo, Bebeto abriu o placar, mas Tore André Flo empatou e Kjetil Rekdal decidiu em cobrança de pênalti nos minutos finais. Para o Brasil, as oitavas de 2026 são também a chance de apagar essa memória.
As chaves do jogo
O principal desafio brasileiro será neutralizar Haaland: a dupla de zaga, com Marquinhos e Éder Militão, terá de vencer os duelos físicos e cortar os cruzamentos que abastecem o norueguês. Com a bola, o Brasil leva vantagem na qualidade individual — Vinícius Júnior, Raphinha e Rodrygo podem explorar os espaços deixados por uma Noruega que se lança ao ataque. A atenção redobra nas bolas paradas, ponto forte dos escandinavos. E, como o duelo com o Japão deixou claro, o Brasil não pode dar vida ao adversário deixando a decisão para os minutos finais.
O que está em jogo
Quem avançar segue vivo no mata-mata rumo às quartas de final. Para o Brasil, é o teste mais duro até aqui; para a Noruega, a oportunidade de transformar o retorno ao mata-mata, depois de 28 anos, em uma campanha histórica.
Imagem: Erling Haaland, atacante da seleção da Noruega. Foto: Bryan Berlin / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0.