Governo Federal libera análise de pesquisa de ouro e mármore em 4,2 mil hectares em Cáceres

Rio Paraguai em Cáceres, à noite
Foto: Túllio F / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Atos de 22 de junho autorizam a ANM a analisar três requerimentos de pesquisa mineral em área de fronteira do município, combinando mármore e ouro.

O Governo Federal liberou a análise de pesquisa mineral em uma área de 4,2 mil hectares em Cáceres, no oeste de Mato Grosso. A Secretaria Executiva do Conselho de Defesa Nacional concedeu assentimento prévio para que a Agência Nacional de Mineração (ANM) avalie três requerimentos de pesquisa de ouro e mármore. Os atos têm data de 22 de junho.

A beneficiária é a empresa J.M.A Comércio de Mármores. As três áreas somam 4.221,08 hectares, divididas em lotes de 1.514 ha, 1.489,70 ha e 1.217,38 ha. A pesquisa pretendida combina o mármore — atividade já consolidada na região, ligada à jazida da Serra das Araras — e o ouro.

A exigência de aval federal decorre da localização: por estar na faixa de fronteira, a até 150 km da linha de divisa internacional, a exploração de recursos minerais na área depende de autorização vinculada a critérios de segurança nacional.

Vale a ressalva: o ato não autoriza a mineração em si. Ele apenas libera a ANM para dar prosseguimento à análise dos requerimentos de pesquisa — etapa anterior a uma eventual concessão de lavra. Trata-se do primeiro passo de um processo longo, que inclui estudos de viabilidade econômica e ambiental antes de qualquer extração.

Para Cáceres, o tema tem peso econômico. A mineração de mármore já é uma atividade tradicional na região e fonte de empregos, e a possibilidade de combinar a rocha ornamental com a prospecção de ouro reacende o interesse pelo potencial mineral do município. Ao mesmo tempo, a expansão da atividade na faixa de fronteira e em áreas de influência do Pantanal costuma exigir atenção redobrada aos impactos socioambientais.

O avanço dos requerimentos será acompanhado de perto por quem vê na mineração uma alternativa de diversificação econômica para uma cidade hoje fortemente ligada à pesca, ao turismo e ao agronegócio.

Com informações do Expressão Notícias e RDNews.