Cuiabá registrou aumento de 74,02% nos casos de influenza no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Diante do cenário, a pasta reforça que a vacina contra a gripe segue disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
Entre as semanas epidemiológicas 1 e 25 de 2026, a cidade contabilizou 2.239 casos de influenza A e B, dos quais 1.742 em moradores do município. As crianças de 0 a 6 anos lideram as notificações, com 893 casos, seguidas pela faixa de 15 a 59 anos (634) e pela de 7 a 14 anos (540). Entre idosos com 60 anos ou mais, foram 172 registros.
Os quadros graves também preocupam. Das 325 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada pela influenza, 254 envolveram moradores de Cuiabá. O boletim aponta ainda 21 óbitos pela doença, sendo 16 entre residentes da capital — desses, 14 em pessoas com mais de 60 anos, grupo de maior risco para complicações.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o crescimento está associado à sazonalidade dos vírus respiratórios, à baixa cobertura vacinal e à ampliação da oferta de exames laboratoriais. A vacinação é apontada como a principal forma de prevenção contra as formas graves da doença.
A imunização é destinada aos grupos prioritários, entre eles idosos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, povos indígenas e quilombolas, pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente, professores e profissionais da segurança. A SMS orienta que essas pessoas procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar a carteira de vacinação e adotem medidas como higiene frequente das mãos e etiqueta respiratória.
Imagem ilustrativa: Prefeitura Campinas / Wikimedia Commons (Public domain)
