A Operação Via do Cobre fiscalizou três estabelecimentos do ramo de sucata em Cuiabá na sexta-feira (9). Segundo a Prefeitura, a ação resultou em duas interdições e na condução de três pessoas à delegacia, uma delas por furto de energia elétrica e crime ambiental. Ainda de acordo com a Prefeitura, que cita o delegado responsável, foram lavrados três autos de prisão em flagrante relacionados a crimes de poluição.
O Corpo de Bombeiros apresenta outra contagem. “Três edificações foram notificadas e uma delas acabou interditada pelo risco iminente de incêndio devido ao armazenamento ilegal de GLP”, disse ao Gazeta Digital o coronel BM Rafael Ribeiro Marcondes, diretor Operacional do CBMMT. “As demais deverão se regularizar junto ao órgão para obter as licenças necessárias”, afirmou. O jornal também informou que um dos empresários recebeu voz de prisão em flagrante.
Segundo a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, informações de inteligência apontaram os estabelecimentos como possíveis receptadores. “A compra e venda de sucata é uma atividade permitida, mas precisa cumprir as exigências legais, como alvarás e licenças municipais e ambientais. A fiscalização busca regularizar esses estabelecimentos e contribuir para o combate à receptação de materiais furtados”, afirmou.
O que foi encontrado
No Novo Colorado, o estabelecimento funcionava sem licenciamento, segundo a Prefeitura. As irregularidades resultaram em multa de R$ 5,2 mil, equivalente a 130 Unidades Padrão Municipal (UPMs), e na interdição da atividade. Para os Bombeiros, conforme o Gazeta Digital, o local foi notificado a instalar extintores, sinalização de rota de fuga, iluminação de emergência, corrimãos e guarda-corpos.
Na região central, a Prefeitura apontou pendência de área cadastrada e de alvará de publicidade. Segundo o jornal, os Bombeiros constataram que o estabelecimento do Centro Norte tinha alvará simplificado em dia, mas extintores vencidos.
No Nova Esperança, a Prefeitura identificou divergência entre a área declarada na documentação, de 250 metros quadrados, e a dimensão real do imóvel, de 1.284,92 metros quadrados. O Gazeta Digital descreveu o local como um galpão de mais de 1,2 mil m² com baterias, botijões de GLP, cilindros e inversor fotovoltaico sem medidas preventivas. Segundo o jornal, para voltar a funcionar, o proprietário terá que instalar rede de hidrantes e iluminação de emergência, além de adequar a área dos gases.
O delegado Marcelo Maidame, da Dema, informou que a equipe identificou danos ambientais nos locais fiscalizados.
Efetivo
De acordo com a Prefeitura, participaram 48 agentes da Polícia Militar, incluindo Força Tática, Batalhão Ambiental e setor de Inteligência, 24 policiais civis, 11 servidores da Secretaria Municipal de Ordem Pública, 8 agentes do Corpo de Bombeiros Militar e 4 da Politec. O Gazeta Digital fala em cerca de 100 agentes públicos e em 15 fiscais da Ordem Pública.
Segundo a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, Cuiabá é parceira nesse trabalho, que deverá ser ampliado para outros municípios.
Com informações da Prefeitura de Cuiabá e do Gazeta Digital.
