O prefeito Abilio Brunini reuniu-se na sexta-feira (28) com a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, para alinhar ações de desocupação e proteção de áreas verdes nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot. Participaram a secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e técnicos da Prefeitura.
De “cerca de oito” para 19
A publicação oficial de sexta-feira informa que a operação de quinta-feira (27) demoliu 19 edificações desabitadas construídas irregularmente. Na véspera, em publicação sobre a mesma operação, a Prefeitura havia informado que foram demolidas “cerca de oito edificações”. O município não explicou a diferença entre os dois números, e esta reportagem registra a divergência tal como aparece nas duas publicações oficiais.
Conforme a administração municipal, parte das áreas ocupadas está em Área de Preservação Permanente, tem nascente difusa e é classificada pela Defesa Civil como área de alto risco. Em abril de 2025 já havia ocorrido demolição de imóveis em construção e ainda não ocupados.
Um dado novo aparece nesta publicação: a fiscalização identificou tanto construções ligadas a famílias em situação de vulnerabilidade quanto edificações de grande porte e padrão construtivo elevado. O Ministério Público informou que seguirá adotando as medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis.
Declaração
A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, afirmou: “A Prefeitura continuará atuando de forma firme para impedir novas invasões, proteger as áreas públicas e garantir o cumprimento da legislação. O trabalho de monitoramento e fiscalização será mantido para evitar que novas construções sejam erguidas de forma irregular”.
A promotora Maria Fernanda Corrêa da Costa defendeu a atuação integrada entre as instituições para garantir a proteção das áreas e o cumprimento das normas urbanísticas e ambientais. Esta reportagem optou por relatar sua manifestação em discurso indireto porque não foi possível confirmar a íntegra da fala na fonte oficial. O prefeito não tem declaração entre aspas na publicação.
O que a Prefeitura não informou
A publicação não diz quantas edificações permanecem ocupadas na área nem quantas famílias vivem ali. Não informa se houve realocação, aluguel social ou qualquer atendimento assistencial. Não traz o número do procedimento do Ministério Público nem esclarece se existe recomendação formal ou ação civil pública. Não informa quantos imóveis foram demolidos em abril de 2025, não identifica os proprietários das edificações de alto padrão e não estabelece prazo para nova operação.
Com informações de: Prefeitura Municipal de Cuiabá (publicações oficiais de 27 e 28 de agosto de 2026).
