Uma operação conjunta de forças de segurança apreendeu 490 invólucros de substância análoga à maconha do tipo skunk, com peso aproximado de 296,7 quilos, em um barracão de Pontes e Lacerda, na manhã desta quarta-feira (19). Quatro homens foram presos.
A ação começou às 7h30 e reuniu o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), a Força Tática do 12º Comando Regional, o 18º Batalhão de Polícia Militar e a Rotam.
Como a operação chegou ao barracão
Segundo o Gefron, durante operações na faixa de fronteira e após troca de informações entre as quatro unidades, as equipes souberam que dois veículos — um GM/Corsa e um Fiat/Uno — teriam acabado de descarregar um carregamento de entorpecentes em um barracão.
Ao se aproximarem do endereço indicado, os policiais viram dois homens saindo a pé do galpão e fizeram a abordagem. Nas diligências, a informação se confirmou: no interior do barracão estavam os 490 invólucros de skunk.
Ainda durante a operação, o Fiat/Uno de cor preta voltou pela avenida lateral ao barracão e foi abordado por equipes da Rotam e da Força Tática. Conforme o relato oficial, os ocupantes do carro disseram que atuavam na função de olheiros — pessoas que vigiam a movimentação policial para alertar o grupo.
Os quatro receberam voz de prisão. A droga, os veículos e os demais materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Judiciária Civil de Pontes e Lacerda.
Valores estimados
O Gefron avalia a droga apreendida em R$ 890,1 mil, o Fiat/Uno em R$ 20 mil e o GM/Corsa em R$ 15 mil. O prejuízo estimado ao crime é de R$ 925,1 mil. A ocorrência foi registrada sob o boletim nº 2026.274546.
O skunk é uma variedade de maconha com maior concentração de THC, o princípio ativo da planta, e costuma ter valor de revenda superior ao da maconha prensada comum.
Presunção de inocência
O comunicado oficial não identifica nenhum dos quatro presos, e esta reportagem também não os identifica. O documento registra que há antecedentes criminais por ameaça e assédio sexual entre os detidos, mas não especifica a quem se referem — por isso o dado não é atribuído aqui a nenhuma pessoa em particular.
Prisão em flagrante não significa condenação. Todos respondem sob presunção de inocência até decisão judicial definitiva, e cabe à Polícia Judiciária Civil concluir o inquérito e ao Ministério Público decidir sobre eventual denúncia.
O que o comunicado não informa
O relato oficial não traz o endereço do barracão, a quem o imóvel pertence, se ele era alugado e há quanto tempo, nem a origem e o destino da carga. Também não informa se houve apreensão de armas, dinheiro ou celulares, se os presos têm ligação com organização criminosa e se as prisões foram convertidas em preventiva.
Denúncias podem ser feitas pelo Disque-Denúncia do Gefron, no 0800 646 1402, ou pelo contato da base, no (65) 99668-7655.
Com informações de: Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), Força Tática do 12º CR, 18º BPM e Rotam.
