Operação da PF cumpre três buscas e uma prisão por fraude com fertilizantes em Rondonópolis

Safra Paralela investiga adulteração de cargas e furto de grãos e possível ligação com grupo criminoso; ordens saíram do Núcleo de Justiça 4.0 do TJMT

Operação da PF cumpre três buscas e uma prisão por fraude com fertilizantes em Rondonópolis
Ação da Operação Safra Paralela em Rondonópolis, em 18 de agosto de 2026 — Polícia Federal/FICCO-MT — divulgação

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso deflagrou na terça-feira (18) a Operação Safra Paralela, em Rondonópolis, para apurar um esquema de adulteração de cargas de fertilizantes e furto de grãos. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e decretada uma prisão temporária.

Conforme a Polícia Federal, as buscas ocorreram “em endereços vinculados aos investigados, inclusive em locais utilizados para o depósito e para o armazenamento de fertilizantes e de grãos”. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O que é investigado

Segundo o comunicado oficial, o objetivo é “aprofundar as investigações sobre um esquema de adulteração de cargas de fertilizantes, furto de grãos e possível vinculação dos investigados a um grupo criminoso atuante em Mato Grosso”.

A operação tem apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio da Coordenação de Operações Especializadas do Programa Vigifronteiras. A fase investigativa contou com apoio do Comando Regional da Polícia Militar em Primavera do Leste e da Polícia Rodoviária Federal em Rondonópolis, e as diligências, conforme o texto oficial, “resultaram na apreensão de fertilizantes adulterados, contribuindo para o avanço das investigações e para a identificação dos envolvidos”.

Nesta etapa, a força-tarefa busca “confirmar a possível vinculação do esquema de adulteração de fertilizantes e de furto de grãos a um grupo criminoso atuante no estado de Mato Grosso, bem como identificar outros integrantes, colaboradores, financiadores e beneficiários das atividades ilícitas”.

Os investigados poderão responder, conforme suas respectivas participações, pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, receptação e estelionato, entre outros que venham a ser identificados. A força-tarefa é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Judiciária Civil, pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal.

Presunção de inocência

O comunicado da Polícia Federal não nomeia nenhuma pessoa ou empresa e não menciona indiciamento — usa exclusivamente o termo “investigados”. Esta reportagem, por isso, também não identifica ninguém. A existência de investigação, de busca e apreensão ou de prisão temporária não significa condenação: todos respondem sob presunção de inocência até decisão judicial definitiva.

O que não foi informado

A Polícia Federal não divulgou o número de investigados, a quantidade de fertilizante adulterado e de grãos apreendidos, os valores envolvidos ou o prejuízo estimado ao setor. Também não informou há quanto tempo o esquema operaria, quando a investigação começou, a qual grupo criminoso os investigados seriam ligados — tratado no texto como hipótese a confirmar —, o número do inquérito e dos processos judiciais, nem se a prisão temporária foi efetivamente cumprida.

O comunicado não traz declaração de nenhuma autoridade. Registre-se ainda que Primavera do Leste é citada apenas como local de apoio da Polícia Militar na fase investigativa; o texto não afirma que houve mandados naquele município.

Rondonópolis é um dos principais entroncamentos logísticos do agronegócio de Mato Grosso, com forte movimentação de fertilizantes e grãos.

Com informações de: Polícia Federal (FICCO-MT).