Crise da água: prefeita de Várzea Grande diz que precisa do Estado, e TCE volta a cobrar intervenção no DAE

Caminhão-pipa faz abastecimento de água
Imagem ilustrativa: abastecimento por caminhão-pipa (arquivo). Foto: Reservasapiranga/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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A crise no abastecimento de água de Várzea Grande ganhou novos capítulos nesta semana. A prefeita Flávia Moretti (PL) afirmou nesta terça-feira (7), em entrevista ao MidiaNews, que o município não tem recursos próprios para recuperar o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e que precisa do apoio do Governo do Estado. Segundo ela, um relatório com o diagnóstico completo da autarquia foi entregue ao Executivo estadual, que analisa as possibilidades de atuação conjunta.

No domingo (5), moradores do bairro José Carlos Guimarães queimaram pneus e bloquearam a Avenida Mário Andreazza em protesto contra os dias seguidos sem água, conforme registrado pelo MidiaNews. Em nota, o DAE informou que a Estação de Tratamento de Água II opera com vazão reduzida desde a parada de uma bomba de adução, produzindo cerca de 260 litros por segundo, e que mantém equipes mobilizadas para normalizar o abastecimento.

A situação também mobiliza os órgãos de controle. O conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), enviou ofícios na quinta-feira (2) ao governador em exercício Otaviano Pivetta e ao Ministério Público estadual reiterando o pedido de intervenção no DAE, com base em acórdão aprovado por unanimidade pela Corte de Contas em 2025. Os documentos citam a precariedade reiterada do serviço e o endividamento da autarquia — incluindo dívida de R$ 172,2 milhões com a Energisa, R$ 158,8 milhões não inscritos em dívida ativa e R$ 143,9 milhões em precatórios sem escrituração.

Pivetta visitou as instalações do DAE na sexta-feira (3) e prometeu anunciar em breve ações conjuntas com a Prefeitura para enfrentar o problema. Até a publicação desta matéria, as medidas ainda não haviam sido detalhadas.