Pardal tem recorde de denúncias no 1º turno, diz TSE; aplicativo segue aberto no 2º turno

Urna eletrônica brasileira UE2020
Imagem ilustrativa. Foto: TSE - Tribunal Superior Eleitoral/Wikimedia Commons (Public domain)
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O aplicativo Pardal recebeu mais de 67,1 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular no 1º turno das eleições de 2026, segundo balanço do TSE divulgado no domingo (11). O TSE classifica o número como recorde.

Em relação ao 1º turno de 2022, quando foram registradas 38,7 mil denúncias, o aumento foi de 73,3%, de acordo com o tribunal.

Das denúncias do 1º turno deste ano, 28,3 mil se referiam ao uso de vias públicas para a exposição de propaganda. Entre as demais categorias citadas pelo TSE estão bens particulares (7,8 mil), bens públicos (7,1 mil) e propaganda na internet (5,4 mil).

Do total, 18,7 mil foram peticionados, ou seja, encaminhados à Justiça Eleitoral, segundo o tribunal.

Por cargo, as denúncias com mais registros envolveram candidaturas a deputado estadual (24,1 mil), deputado federal (21,5 mil) e governador (8 mil). Entre os estados, os que mais registraram denúncias foram São Paulo (13,7 mil), Bahia (7 mil) e Minas Gerais (6 mil).

O uso do aplicativo continua no 2º turno. Entre 5 e 9 de outubro, já no período da segunda etapa, foram mais de 1,2 mil denúncias, com a propaganda na internet à frente, com 362 ocorrências, segundo o TSE.

Para denunciar, o eleitor entra no aplicativo Pardal com o e-Título ou com a conta gov.br, descreve a irregularidade e, se possível, anexa fotos, vídeos ou áudios. Segundo o TSE, um agente automatizado classifica a denúncia, e o sistema gera um número de protocolo para que o denunciante acompanhe o andamento.

O Pardal não recebe todo tipo de caso. De acordo com o tribunal, denúncias de desinformação devem ser feitas no SIADE, e crimes eleitorais devem ser levados aos canais do Ministério Público Eleitoral.

O balanço do TSE não traz o número de denúncias feitas em Mato Grosso nem informa quantas resultaram em retirada de propaganda ou em punição.

Com informações do TSE.