Depois de mais de 20 anos sem documento, 23 famílias de Sorriso recebem autorização para tirar escritura

Entrega atende moradores do São José I e II, São Domingos e Nova Aliança; Prefeitura não informou quantas famílias ainda aguardam

Depois de mais de 20 anos sem documento, 23 famílias de Sorriso recebem autorização para tirar escritura
Entrega das autorizações para escritura a moradores, em ato da Prefeitura de Sorriso. Foto oficial do município. — André Moraes/Prefeitura Municipal de Sorriso

A Prefeitura de Sorriso entregou 23 autorizações para escritura a famílias dos bairros São José I, São José II, São Domingos e Nova Aliança. O documento permite que moradores que ocupam os imóveis há décadas formalizem a propriedade.

A entrega foi noticiada pelo município em 18 de setembro. Participaram o prefeito Alei Fernandes, o secretário municipal Jan Assad Lahham e o coordenador de Habitação Júnior Betanin.

Adalto Ferreira de Jesus mora no São José II há mais de 20 anos e aguardava a regularização da casa onde vive. Ele afirmou: “Morar em uma casa que não tem documento é como não ter nada”.

Sueli Conceição também mora há duas décadas no mesmo bairro e relatou que evitava investir no imóvel por insegurança documental. Ela afirmou: “Esperei tanto por esse momento de ter minha casa em meu nome. Eu não me sentia segura para fazer uma reforma ou investir na casa. É um prazer, uma emoção saber que agora ela é minha”.

Sobre o alcance da medida, o prefeito Alei Fernandes afirmou: “Ser dono daquilo que já era nosso tem um significado diferente. É ter no papel aquilo que a família já construiu e reconhece como seu. É uma conquista que traz segurança e permite que cada família possa cuidar, investir e planejar o futuro do seu patrimônio com mais tranquilidade”.

O argumento apresentado pela administração é que o documento dá segurança para reformar, investir e planejar o patrimônio, algo que a ocupação informal inviabiliza na prática, já que o morador não consegue dar o imóvel em garantia nem transmiti-lo formalmente.

A Prefeitura não informou a data em que o ato ocorreu, apenas a data de publicação do comunicado, nem o local do evento.

O município também não citou o número do programa, da lei municipal ou do decreto de regularização fundiária que ampara a entrega das autorizações.

A informação que falta para dimensionar o alcance é quantas famílias ainda aguardam regularização nesses quatro bairros e qual o tamanho da fila em todo o município. Sem esse dado, não é possível saber se 23 autorizações representam muito ou pouco.

A Prefeitura não informou se há custo para as famílias na etapa seguinte, ou seja, se a lavratura da escritura em cartório é gratuita, e não estabeleceu prazo para que as autorizações sejam convertidas em escritura.

Também não foi divulgado quantas autorizações já foram entregues ao longo de 2026.

Com informações de: Prefeitura de Sorriso, publicação de 18 de setembro de 2026.