Prefeitura de Cuiabá recupera deck interditado do Museu da Caixa d’Água Velha com madeira cedida pela Sema

Obra inclui corrimões, fonte, pintura e instalação de câmeras do Vigia Mais, com mão de obra da Fundação Nova Chance.

Prefeitura de Cuiabá recupera deck interditado do Museu da Caixa d’Água Velha com madeira cedida pela Sema
Madeira e materiais usados nos serviços de recuperação no entorno do Museu da Caixa d'Água Velha, em Cuiabá. — Divulgação/Prefeitura de Cuiabá
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A Prefeitura de Cuiabá informou, em 23 de setembro, que avança na revitalização do Museu da Caixa d’Água Velha com a recuperação do deck de madeira, dos corrimões e da fonte do espaço. Segundo a administração, o deck está interditado e sua restauração é a intervenção prioritária.

Conforme a Prefeitura, a madeira usada no serviço foi obtida por meio de parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), intermediada pela Fundação Nova Chance. A mão de obra é de reeducandos vinculados à fundação, o que, segundo o município, permite executar a recuperação sem custo adicional com material e associar a obra a ações de ressocialização.

O que está sendo feito

Além do deck, a administração cita a recuperação dos corrimões, a revitalização da fonte, em parceria com a concessionária Águas Cuiabá, e a pintura interna e externa do prédio. De acordo com a Prefeitura, áreas dos fundos já foram pintadas por servidores da própria secretaria. Quatro aparelhos de ar-condicionado foram instalados e câmeras vinculadas ao programa Vigia Mais serão implantadas no local, ainda segundo a publicação oficial.

A coordenação dos trabalhos é da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SMDETTA), pasta comandada pelo secretário Fellipe Corrêa. O chefe de gabinete da secretaria, Pedro Pio, disse, em declaração reproduzida pela Prefeitura, que as madeiras foram conseguidas junto à Sema por meio da Fundação Nova Chance. A administração também registrou manifestação segundo a qual o objetivo é entregar o museu à população em melhores condições. A reportagem usou discurso indireto porque a atribuição das falas variou entre as leituras da página oficial.

O que a Prefeitura não informou

A publicação não traz o valor investido, o prazo de conclusão das obras, a data em que o deck foi interditado nem a data prevista de liberação da estrutura ao público. Também não informa se o museu segue aberto durante as intervenções, qual é o horário de visitação e qual acervo está exposto. A Prefeitura descreve o local apenas como espaço histórico e turístico da capital, sem detalhar a coleção.

A publicação não menciona contrato, dispensa de licitação ou processo administrativo que ampare os serviços, nem informa quantos reeducandos participam da obra ou em que regime trabalham. Não há, no texto oficial, referência a aprovação de órgão de preservação do patrimônio histórico para a intervenção no deck e na fonte.

A Prefeitura não indicou, ainda, quantas câmeras do programa Vigia Mais serão instaladas nem a data de instalação. Sobre a fonte, a administração não informou se a revitalização inclui troca de bombas ou apenas limpeza e reparos.

Com informações de: Prefeitura de Cuiabá; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SMDETTA).