Capacitação em hanseníase em USFs de dois bairros de Várzea Grande faz 108 atendimentos e identifica 42 casos novos

Do total, 36 casos foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos; 23 profissionais do município participaram da atividade, segundo a Prefeitura.

Imagem ilustrativa: Unidade de Saúde da Família (USF) - Jatobá (12501790455)
Imagem ilustrativa. Foto: Prefeitura de Olinda/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Uma capacitação em hanseníase realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, em Várzea Grande, resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos da doença, segundo a Prefeitura. A informação foi publicada pela Prefeitura neste domingo (4).

Do total, 36 casos foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas, que a publicação descreve como retorno da doença, ou outros reingressos.

Entre os pacientes avaliados, foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2. Segundo a Prefeitura, os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

A capacitação foi realizada pela rede municipal. Ao longo da atividade, os profissionais avaliaram casos reais, discutiram condutas e aprofundaram a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. Também participaram trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia.

A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. Segundo a Prefeitura, a hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A publicação não informa em que datas a capacitação ocorreu nem sua duração, e não informa se os 42 casos novos já iniciaram tratamento.

Com informações da Prefeitura de Várzea Grande.