TRE-MT investiu cerca de R$ 1,45 milhão na operação para eleitores indígenas no 1º turno em Mato Grosso

Operação usou oito aviões e cinco helicópteros; 14.812 eleitores indígenas compareceram às urnas, com abstenção de 21,43%, segundo o tribunal

Indígenas xavante
Imagem ilustrativa. Foto: Clockwise from top left: Roosewelt Pinheiro, Márcio Meira, Márcio Meira, Elza Fiúza, Roosewelt Pinheiro, Valter Campanato (all ABr photographers)/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)
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O TRE-MT investiu R$ 1.450.007,79 na operação destinada ao eleitorado indígena no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, segundo o TRE-MT. O valor abrange transporte, alimentação, infraestrutura, combustível e suporte às equipes.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (15) pela presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, em reunião no gabinete dela com a deputada federal eleita Rosa Neide e o deputado estadual reeleito Valdir Barranco, para discutir o transporte de eleitores indígenas e de comunidades rurais no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Segundo o tribunal, 14.812 eleitores indígenas compareceram às urnas no primeiro turno, com taxa de abstenção de 21,43%. O TRE-MT afirma que a abstenção indígena foi inferior à média estadual, mas a publicação não informa qual foi essa média.

A estrutura contou com oito aviões e cinco helicópteros, sendo dois do Exército Brasileiro, dois da Polícia Militar e um da Polícia Federal. As aeronaves levaram urnas eletrônicas, profissionais, equipamentos e suprimentos e deram suporte para eventuais emergências. A operação também mobilizou embarcações, veículos terrestres, forças de segurança e equipes de apoio. Foram usados 12.572,50 litros de combustível no primeiro turno, e a previsão do tribunal é de que o volume acumulado possa chegar a aproximadamente 24 mil litros ao final do segundo turno.

Em Campinápolis, segundo o TRE-MT, a Justiça Eleitoral ouviu representantes do povo Xavante, revisou trajetos e buscou substituir veículos abertos por ônibus. “Modificamos as rotas, retiramos carros abertos, que eu não queria que indígena fosse levado sem a devida segurança”, afirmou a presidente. De acordo com o tribunal, a medida resultou de reuniões com representantes indígenas e magistrados responsáveis pela organização das eleições na região, e a desembargadora relatou que representantes indígenas chegaram a agradecer pelas mudanças.

O TRE-MT informou ainda que houve articulação com o Exército, a Marinha e as forças de segurança para atender áreas como o Xingu, São Félix do Araguaia e a região norte de Mato Grosso.

Segundo o tribunal, foi pedida na reunião atenção especial à divulgação dos horários e itinerários do transporte, para que a informação chegue às aldeias e às comunidades mais afastadas. Também foram relatados pedidos para que indígenas que moram na área urbana, mas votam em aldeias, possam usar os veículos do transporte eleitoral até as comunidades onde estão registrados. A reunião registrou ainda preocupação com o transporte de moradores de assentamentos rurais e de comunidades de agricultura familiar, especialmente nos municípios de Água Boa, Nova Nazaré e Cocalinho.

A publicação não informa se o pedido sobre os indígenas que moram na cidade foi aceito nem quanto o TRE-MT prevê gastar no segundo turno. A publicação também não traz os horários e itinerários do transporte para 25 de outubro.

Com informações do TRE-MT.