Projeto da Sejus soma 1.364 consultas ginecológicas para mulheres privadas de liberdade em Mato Grosso em 2026

Do total, 784 consultas foram por teleatendimento e 580 presenciais; o Projeto Mãos Amigas, iniciado em maio de 2024, atende mulheres em sete unidades prisionais femininas.

Sala de mamografia com mamógrafo digital e estação de diagnóstico
Imagem ilustrativa. Foto: Alemauro/Wikimedia Commons (CC0)
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A Sejus-MT contabilizou em 2026, até outubro, 1.364 consultas ginecológicas a mulheres privadas de liberdade por meio do Projeto Mãos Amigas, além de consultas de pré-natal, exames e encaminhamentos. Segundo a secretaria, 784 consultas foram feitas por teleatendimento e 580 de forma presencial.

O projeto começou em maio de 2024 e atende mulheres em sete unidades prisionais femininas do Estado. É desenvolvido pela Superintendência de Política Penitenciária e pela Coordenadoria de Saúde Penitenciária.

Foram 38 consultas de pré-natal, 28 de gestantes de baixo risco e 10 de alto risco. O balanço da Sejus também inclui:

  • 226 exames citopatológicos do colo do útero;
  • 539 prescrições de medicamentos;
  • 329 solicitações de ultrassonografia;
  • 86 solicitações de mamografia;
  • 272 solicitações de exames laboratoriais;
  • 65 outros encaminhamentos.

Em 26 de outubro, na Cadeia Pública de Colíder, uma ginecologista fez 32 consultas e coletas para exame preventivo.

Em 23 de outubro, a Unidade Móvel de Atendimento Especializado (UMAE Mulher), do programa federal Agora Tem Especialistas, esteve na Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis. Em um dia, foram atendidas 67 mulheres e feitos 113 exames: 52 ultrassonografias transvaginais, 37 mamárias, 21 mamografias e três pélvicas. Sete mulheres fizeram três tipos de exame no mesmo dia.

“Assegurar a assistência à saúde das mulheres privadas de liberdade é reafirmar o compromisso institucional com a dignidade da pessoa humana, a garantia de direitos e a promoção de um atendimento humanizado e integral. As ações desenvolvidas nas unidades penais femininas representam um avanço na ampliação do acesso à informação, à prevenção e aos cuidados especializados. Nosso compromisso é garantir que cada mulher custodiada seja acolhida, orientada e tenha acesso aos serviços de saúde necessários, com respeito, responsabilidade e dignidade”, afirmou a superintendente de Política Penitenciária, Sibeli Roika.

A publicação da Sejus não informa quantas mulheres estão presas em Mato Grosso nem quantas foram atendidas pelo projeto no total.

Com informações da Sejus-MT.