COFCO confirma R$ 2 bilhões e Rondonópolis ruma ao maior complexo de esmagamento de soja do Brasil

Vista parcial de Rondonópolis
Foto: Alessandro Gardin / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Multinacional chinesa vai dobrar a capacidade de processamento de soja da unidade local, com obras previstas para conclusão no início de 2028.

A multinacional chinesa COFCO confirmou investimento de mais de R$ 2 bilhões na ampliação de sua fábrica em Rondonópolis, anexa ao terminal ferroviário do município. O aporte, anunciado em abril, deve transformar a planta no maior complexo de esmagamento de soja do Brasil.

Com a expansão, a capacidade de processamento saltará dos atuais 4.500 toneladas de soja por dia para cerca de 10 mil toneladas diárias — praticamente o dobro da operação atual. A unidade é voltada à produção de farelo de soja, óleo de soja e biodiesel. A conclusão das obras está prevista para o início de 2028.

O anúncio foi feito pelo prefeito Cláudio Ferreira, que destacou o impacto do investimento na geração de empregos e na consolidação da cidade como polo agroindustrial. Somado ao aporte de R$ 2,77 bilhões da Inpasa em uma usina de etanol de milho, confirmado no fim de 2025, o total de novos investimentos privados anunciados para Rondonópolis chega a cerca de R$ 4,7 bilhões.

A escolha de Rondonópolis não é casual. Localizada no sul de Mato Grosso, a cidade reúne produção agrícola de grande escala no entorno, terminal ferroviário que conecta a região aos portos de Santos e do Arco Norte, e infraestrutura logística que reduz o custo de escoamento.

A ampliação da COFCO reforça uma mudança de patamar na economia local: em vez de apenas embarcar grãos in natura, Rondonópolis avança na agregação de valor, processando a soja em produtos industrializados antes da exportação. Esse movimento tende a ampliar a arrecadação, atrair fornecedores e elevar a demanda por mão de obra técnica.

O desafio que acompanha o crescimento é estrutural: mais indústria significa mais pressão sobre energia, água, moradia e mobilidade urbana. Equilibrar a expansão econômica com a capacidade da cidade de absorver esse ritmo será o teste das próximas gestões.

Com informações da CNN Brasil, Prefeitura de Rondonópolis, A Tribuna MT e Brasilagro.