O Procon Municipal de Cuiabá fiscalizou 222 lojas em quatro shoppings da capital durante a Operação Checklist e apreendeu, até agora, 926 produtos. O balanço foi divulgado pela Prefeitura de Cuiabá.
Segundo o material oficial, houve apreensão de produtos em 24 dos estabelecimentos visitados, todos dos segmentos de alimentos, cosméticos e produtos para animais de estimação. A operação começou no final de julho de 2026 e tem encerramento previsto para esta sexta-feira (11).
O que foi apreendido
O levantamento apresentado pelo Procon detalha 535 alimentos, 268 cosméticos e 17 produtos para pets, o que totaliza 820 itens nesse recorte. O órgão informa que, com as demais apreensões contabilizadas, o balanço geral chega a 926 produtos.
A diferença entre os dois números, de 106 itens, corresponde ao que a Prefeitura chama de demais apreensões, sem detalhar de que categorias se trata. A subtração é cálculo nosso, feita a partir dos dois totais divulgados pelo próprio órgão.
A Prefeitura projeta que o resultado final possa ultrapassar a marca de mil itens até o encerramento da ação, nesta sexta-feira.
O que não foi informado
A Prefeitura não informou quais foram as irregularidades que motivaram as apreensões. Produtos podem ser retirados de circulação por prazo de validade vencido, por ausência de informação obrigatória no rótulo, por falta de registro sanitário ou por outras razões, e o balanço não distingue entre elas.
O órgão também não informou quantos autos de infração foram lavrados, nem o valor das multas eventualmente aplicadas. Sem esse dado, não é possível saber se a apreensão foi acompanhada de sanção administrativa.
Não foram identificados os quatro shoppings percorridos, tampouco os 24 estabelecimentos em que houve apreensão. A Prefeitura não esclareceu se a omissão decorre de processo administrativo ainda em curso, situação em que os autuados têm direito à ampla defesa antes de decisão definitiva.
O material oficial não informa o destino dado aos 926 produtos apreendidos, se foram inutilizados, devolvidos após regularização ou encaminhados a análise laboratorial.
Também não há informação sobre quantos fiscais participaram da operação, nem se haverá nova rodada de checagem nos mesmos estabelecimentos após o encerramento.
Enquanto o processo administrativo não é concluído, os estabelecimentos fiscalizados não podem ser considerados infratores. A apreensão de produto é medida acautelatória e não substitui a decisão final do órgão.
Esta reportagem verificou o texto oficial e registra que a publicação da Prefeitura não traz nenhum trecho entre aspas. Por isso, nenhuma declaração é atribuída nominalmente a servidores ou gestores do Procon nesta matéria.
Com informações de: Prefeitura de Cuiabá, Procon Municipal.
