Vereador de Sorriso propõe adesão do município ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios

Indicação de Wanderley Paulo pede que Executivo articule adesão ao programa federal coordenado pelo Ministério das Mulheres

Vereador de Sorriso propõe adesão do município ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios
Vereador de Sorriso propõe adesão do município ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios — Smuconlaw. — CC BY-SA 4.0

Indicação de Wanderley Paulo pede que Executivo articule adesão ao programa federal coordenado pelo Ministério das Mulheres

O vereador Wanderley Paulo (Progressistas) apresentou, na Câmara Municipal de Sorriso, a Indicação nº 538/2026, que solicita ao Executivo municipal a adesão da cidade ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. Segundo a Câmara, o pacto é um programa federal criado em 2023 e coordenado pelo Ministério das Mulheres, que articula ações entre União, estados e municípios para prevenir a violência de gênero e proteger mulheres e meninas.

Como indicação, a proposta não é submetida a votação em Plenário — trata-se de uma solicitação encaminhada ao Executivo, que decide se atende ou não à sugestão do parlamentar. A Câmara não informou se a Prefeitura já se manifestou sobre o pedido.

Segundo o vereador, a adesão ao pacto “acelera medidas protetivas, responsabiliza agressores, combate impunidade e fortalece redes de enfrentamento à violência”. Ele também argumentou que a medida permitiria “a captação de recursos, o acesso a diretrizes técnicas nacionais, a capacitação de equipes locais”.

Wanderley Paulo defendeu que Sorriso, como polo regional, deve “liderar pelo exemplo”. Ele ressaltou ainda que a adesão formal “reafirma compromisso ético e político municipal com a defesa da vida das mulheres”.

A Câmara não divulgou dados de feminicídio no município nem informou se outros municípios da região do Alto Teles Pires já aderiram ao pacto federal. A tramitação da indicação segue o rito interno da Casa, sem prazo definido para resposta do Executivo.

Por se tratar de indicação — e não de projeto de lei —, a proposta de Wanderley Paulo não obriga o Executivo municipal a aderir ao pacto; funciona como uma recomendação formal do Legislativo, cuja adoção depende de decisão da própria Prefeitura de Sorriso. Caso o município venha a aderir, passaria a integrar a rede de cidades que articulam ações de prevenção à violência de gênero em conjunto com o Ministério das Mulheres.

Com informações da Câmara Municipal de Sorriso.