O Brasil enfrenta nesta sexta-feira (19) uma das seleções mais improváveis da Copa do Mundo de 2026: o Haiti, que retorna ao torneio após 52 anos. A única participação anterior do país caribenho havia sido em 1974, na então Alemanha Ocidental, quando perdeu os três jogos para Itália, Polônia e Argentina.
O elenco haitiano é formado quase inteiramente por jogadores que vivem fora do país — a chamada diáspora —, atuando em clubes da Europa e da América do Norte. O capitão é o veterano goleiro Johny Placide, e o principal nome ofensivo é o atacante Duckens Nazon, maior artilheiro da história da seleção, com 44 gols em 76 partidas.
Na estreia, o Haiti foi competitivo, mas perdeu por 1 a 0 para a Escócia e chega pressionado, precisando pontuar para manter vivas as chances de classificação. Diante do Brasil, a tendência é de uma postura defensiva, apostando em contra-ataques.
Apesar da diferença técnica, a presença do Haiti tem valor simbólico: é a única seleção caribenha com mais de uma participação em Copas e representa o retorno de um futebol historicamente marcado por dificuldades estruturais e políticas no país.