Operação Mãos à Obra cumpriu três mandados de busca na terça-feira (28); um dos investigados foi preso em flagrante por posse irregular de arma e solto por decisão judicial, após recolher fiança.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, deflagrou na manhã de terça-feira (28) a operação Mãos à Obra em Sinop. Segundo a cobertura de veículos regionais, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário — na prefeitura e nas casas de dois fiscais de obras.
Conforme essa apuração, os alvos são dois servidores efetivos que atuam como fiscais de obras na Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação. A investigação apura suposta solicitação de vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos de engenharia e outros procedimentos administrativos. As reportagens consultadas não especificam de quem as vantagens teriam sido solicitadas.
Trata-se de investigação em andamento, e ambos respondem na condição de investigados. A redação não divulga os nomes dos dois fiscais. As reportagens consultadas não mencionam oferecimento de denúncia. Segundo o Só Notícias, o inquérito policial foi instaurado em 2019 e tramitava havia mais de seis anos sem o cumprimento das diligências requisitadas pelo Ministério Público; ainda conforme o veículo, o Ministério Público concluiu que os fatos se enquadrariam, em tese, no crime de corrupção passiva e determinou a redistribuição do caso a uma das varas criminais comuns.
Ainda segundo os veículos que acompanharam a operação, foram apreendidos celulares, documentos e projetos relacionados à área de engenharia, encaminhados para análise. Em uma das residências, no bairro Jardim Primaveras, os agentes encontraram uma pistola calibre 6.35 e 21 munições, o que motivou prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo — conduta distinta do objeto da investigação sobre propina.
Na quinta-feira (30), o Só Notícias informou que a juíza Rosângela Zacarkim dos Santos homologou a prisão em flagrante e determinou a liberdade do investigado, ao registrar que ele já havia recolhido fiança arbitrada pela autoridade policial. O valor da fiança não foi divulgado. Conforme a mesma publicação, os dois investigados não foram afastados de suas funções.
De acordo com o Só Notícias, a operação teve apoio de policiais do Grupo Raio, da Força Tática e do batalhão da Polícia Militar.
Em nota reproduzida pelo Só Notícias, a Prefeitura de Sinop afirmou que “a operação não investiga o setor ou as atividades da secretaria, mas, sim as atividades de dois servidores” e que nada foi apreendido ou levado das dependências da pasta. Conforme o CenárioMT, a apuração do Gaeco atinge as atividades individuais de dois fiscais de obras lotados na Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação. A administração informou ainda que “coloca-se à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações” e que “reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência na gestão pública”.
A redação não teve acesso ao comunicado oficial do Ministério Público de Mato Grosso sobre a operação. As informações sobre o número de mandados, o objeto da apuração e as apreensões são atribuídas aos veículos citados ao final desta reportagem, que cobriram a ação no dia em que ela ocorreu.
Investigações conduzidas pelo Gaeco tramitam sob acompanhamento judicial e podem resultar em arquivamento, em denúncia ao Poder Judiciário ou em outras medidas, a depender do resultado da apuração.
Com informações do Só Notícias, do CenárioMT e do Olhar Direto.
