As equipes de Controle de Endemias e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Várzea Grande deram sequência, na segunda-feira (10), às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti em diversos bairros do município. O trabalho integra a segunda etapa de um programa de vigilância baseado em ovitrampas, dispositivos que detectam a presença e a intensidade da circulação do inseto, segundo informou a Prefeitura de Várzea Grande.
Análise laboratorial definiu as prioridades
Na primeira etapa, realizada em julho, foram instaladas 211 ovitrampas em locais estratégicos do município. Após cinco dias, as armadilhas foram coletadas e analisadas em laboratório para quantificar e estudar os ovos encontrados. Os dados obtidos permitiram identificar as áreas com maior concentração de ovos do Aedes aegypti e, a partir desse mapeamento, orientar a atuação das equipes em campo.
No Setor 1, que abrange a região do Grande Cristo Rei, o trabalho alcançou os bairros Parque do Lago, Santa Luzia, Santa Clara, Dom Bosco e Cristo Rei. No Parque do Lago, o quarteirão 22 registrou o maior quantitativo de ovos e foi designado como prioridade para a intervenção.
Bloqueio, inspeção porta a porta e larvicida
Na área delimitada, a força-tarefa realizou bloqueio e inspeção de imóveis porta a porta, com exame de quintais, recipientes com água acumulada e caixas-d’água. As ações incluíram controle mecânico, eliminação de focos, aplicação de larvicida quando necessário e orientação aos moradores sobre os cuidados de rotina para evitar a proliferação do mosquito.
A supervisora-geral do Setor 1, Roseane Félix, explicou o papel do dispositivo no planejamento das operações. “A ovitrampa é uma importante ferramenta de vigilância, porque nos permite identificar onde há maior circulação do mosquito”, afirmou.
Moradora do Parque do Lago há 40 anos, Conceição Lino acompanhou a visita das equipes e destacou o momento escolhido para a ação. “É um trabalho importantíssimo, principalmente antes que chegue o período das chuvas”, disse.
Secretaria reforça papel dos moradores
A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que o enfrentamento ao Aedes aegypti depende da atuação conjunta do poder público e da população, sendo essencial a eliminação de pequenos pontos de água parada nas residências. Pratos de vasos de plantas, calhas, garrafas, pneus, bebedouros de animais e caixas-d’água sem tampa estão entre os criadouros apontados pelas equipes durante as inspeções.
O mesmo mosquito é vetor da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela urbana. A metodologia das ovitrampas permite medir a atividade do vetor antes que os casos de doença apareçam, o que possibilita concentrar recursos nas áreas de maior risco.
A Prefeitura não informou o número total de imóveis vistoriados na segunda-feira, o quantitativo de ovos contabilizado em cada bairro nem o cronograma das próximas etapas do programa em outros setores do município. Também não foi informado se novas ovitrampas serão instaladas em uma terceira rodada de monitoramento.
Os moradores que identificarem focos ou desejarem solicitar a visita das equipes devem procurar a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande.
Com informações de: Prefeitura Municipal de Várzea Grande (Secom-VG).
