A reconstrução da ponte do bairro Boa Esperança, na região do Coxipó, em Cuiabá, chegou a cerca de 70% de execução. A estrutura, que liga o bairro à Estrada do Moinho pela Rua Três, cedeu sobre o Córrego Fundo e está sendo refeita com fundação profunda.
A obra começou há cerca de 60 dias. Segundo a Prefeitura, a fundação anterior era superficial e foi comprometida pela ação contínua da água, que escavou o terreno sob a estrutura. A metade não atingida será mantida.
A solução adotada usa estacas metálicas cravadas a 12 metros de profundidade, interligadas por uma base de concreto. A etapa atual é de preparação de fôrmas e concretagem dos componentes estruturais, e o avanço imediato depende do fornecimento de concreto.
O projeto prevê ponte rodoviária convencional, com capacidade estimada de 60 a 80 toneladas, incluindo tráfego de caminhões, e vida útil estimada de 30 a 50 anos, com inspeções e manutenções periódicas.
O secretário reconhece que os 70% são estimativa
Vale registrar como o próprio Executivo apresenta o número. O secretário municipal de Obras, Edson Brasil, afirmou: “Embora ainda não tenhamos uma medição consolidada, estimamos que cerca de 70% da obra já tenha sido executada. Nesta etapa, restam principalmente o lançamento das vigas e a concretagem do tabuleiro. A Prefeitura de Cuiabá acompanha os serviços de perto e trabalha para que a obra seja concluída e entregue à população no menor prazo possível”.
O engenheiro responsável pela obra, Marco Farias, explicou a mudança estrutural: “Mais da metade da ponte foi retirada e está sendo refeita com outro tipo de estrutura. Antes, havia apenas um bloco superficial, e a água passou por baixo. Agora, as estacas profundas sustentam uma base de concreto, sobre a qual será feita a estrutura de apoio das vigas”.
O que a Prefeitura não informou
A divulgação não traz data de entrega nem prazo estimado de conclusão — a formulação usada é “no menor prazo possível”.
Também não constam o valor da obra, a empresa executora, o número do contrato ou da licitação, nem se a intervenção é executada por contrato, por administração direta ou em regime emergencial.
Não se informa a data exata em que a ponte cedeu — apenas que a obra começou “há cerca de 60 dias” —, qual o desvio de tráfego em vigor e quantos moradores ou veículos estão afetados pela interdição.
A publicação identifica Marco Farias apenas como “engenheiro responsável”, sem esclarecer se é servidor municipal ou funcionário da empresa executora.
Esta reportagem solicitará à Secretaria Municipal de Obras o contrato, o valor e o cronograma da intervenção, e será atualizada com a resposta.
Com informações de: Prefeitura Municipal de Cuiabá / Secretaria Municipal de Obras (portal oficial de notícias, 25 de agosto de 2026).
