Uma caminhada com panfletagem na manhã de quarta-feira (14), em Sinop, lembrou as mulheres vítimas de feminicídio, segundo a Prefeitura de Sinop. A ação foi promovida pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), da Prefeitura, em parceria com a Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, e marca o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, lembrado no sábado (17).
O trajeto começou no cruzamento da avenida das Sibipirunas com a avenida Governador Júlio Campos e seguiu até a Praça da Bíblia, onde houve um ato em homenagem às vítimas. Foram distribuídos materiais informativos e orientações sobre a violência contra a mulher. A Prefeitura cita ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças, intimidação e agressões como comportamentos que podem indicar uma situação de risco que exige atenção e intervenção.
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, afirmou que reconhecer o ciclo da violência é fundamental para evitar consequências irreversíveis. “O feminicídio tem um caminho. É o ciclo da violência, é o caminho da violência. Então, começa com pequenas ações, depois a agressão vai tendo um volume maior até que se consuma o feminicídio, que é a morte da mulher. Nós não queremos isso. Estamos aqui todos reunidos, poderes constituídos, as instituições, para levar conscientização à população de Sinop”, disse. A magistrada falou dos impactos que esses crimes deixam nas famílias, especialmente nos filhos que perdem as mães.
Para a professora Branca, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura, a mobilização é um chamado à sociedade para que as mulheres tenham assegurado o direito de viver, criar os filhos, trabalhar e participar da comunidade. “Nós precisamos da família, precisamos de toda a sociedade. Nós não somos donos de ninguém. O que nós temos que ter é estrutura para que possamos viver, criar nossos filhos, trabalhar e fazer parte da sociedade, que é um direito de cada mulher”, afirmou.
Segundo a advogada Eliane dos Santos, presidente da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, o grupo reúne mais de 30 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, que trabalham de forma articulada para prevenir a violência e ampliar a assistência às vítimas. “Precisamos caminhar, precisamos falar, precisamos bater às portas dessas mulheres para que elas possam saber que não estão sozinhas, que podem denunciar e que terão apoio”, declarou.
A professora Télvia Marques, da rede municipal de ensino, explicou que o tema é trabalhado nas escolas desde a educação infantil até o ensino fundamental.
A Prefeitura não informou quantas pessoas participaram da caminhada nem indicou canal específico de denúncia.
Com informações da Prefeitura de Sinop.
