Município emitiu 474 licenças entre janeiro e junho, ante 287 no mesmo período de 2025; Prefeitura associa alta a investimentos em saneamento
A Secretaria de Planejamento Urbano e Inovação (Seplan) de Tangará da Serra divulgou que o município emitiu 474 alvarás de construção no primeiro semestre de 2026, o maior volume da série histórica divulgada pela Seplan, cujos dados remontam a 2022. No mesmo período de 2025 haviam sido emitidos 287 alvarás.
A divulgação da Prefeitura traz uma inconsistência que a reportagem não pôde resolver junto à fonte: o título da matéria e o gráfico anexo indicam alta de 65,2% na comparação entre os dois períodos, enquanto o primeiro parágrafo do texto oficial cita variação de 66,2% para a mesma comparação. Os dois percentuais aparecem registrados na publicação da Prefeitura, sem nota de correção.
Segundo o gráfico divulgado pela Seplan, a evolução acumulada do primeiro semestre por ano foi de 405 alvarás em 2022, 241 em 2023, 293 em 2024, 287 em 2025 e 474 em 2026.
O secretário de Planejamento Urbano e Inovação, Adão Leite Filho, afirmou: “Estes resultados são o resultado de várias ações que a gestão do prefeito Vander Masson vem executando ao longo dos cinco anos.” Segundo ele, “ações de modernização da gestão e também de infraestrutura, como os investimentos em saneamento que destravaram os novos loteamentos e empreendimentos imobiliários. Esta confiança do mercado está resultando em um aumento recorde de obras em nossa cidade”. O secretário afirmou ainda que a tendência de crescimento “deve permanecer nos próximos dois anos”, impulsionada pelo volume de projetos que já tramitam no Departamento de Urbanismo (DEURB).
A Prefeitura não detalhou os tipos de alvará emitidos — residencial, comercial ou industrial —, não identificou os bairros com maior concentração de novas construções nem comparou o desempenho de Tangará da Serra com o de outros municípios da região.
A série histórica divulgada pela Seplan mostra oscilação nos últimos cinco anos: alta em 2022 (405), queda acentuada em 2023 (241), recuperação parcial em 2024 (293) e estabilidade em 2025 (287), antes do salto para 474 em 2026. A Prefeitura não explica, na divulgação, os fatores por trás da queda de 2023 nem por que o número ficou estável entre 2024 e 2025 antes de saltar neste ano.
Os investimentos em saneamento citados pelo secretário Adão Leite Filho como destravadores de novos loteamentos não são detalhados na matéria — não há relação de obras específicas, valores ou bairros beneficiados. A projeção do secretário de que o crescimento deve permanecer nos próximos dois anos é atribuída ao volume de projetos que já tramitam no Departamento de Urbanismo, mas a Prefeitura não divulgou esse número.
Com informações da Prefeitura de Tangará da Serra.
