A alimentação destinada aos profissionais da educação nas escolas da rede municipal de Várzea Grande foi suspensa, e o vereador Charles da Educação, presidente da Comissão Permanente de Educação da Câmara, cobrou solução na sessão ordinária de terça-feira (25).
Charles é autor da Lei Municipal nº 5.471/2025, que autoriza servidores da educação a se alimentarem junto com os alunos. Ele afirmou ter protocolado ofício na semana passada junto à Secretaria Municipal de Educação pedindo esclarecimentos, e disse aguardar resposta oficial. Relatou ainda ter conversado com a prefeita Flávia Moretti, que, segundo ele, se comprometeu a dar um retorno.
O parlamentar afirmou: “Subir aqui e apontar os erros é o nosso papel enquanto vereador de fiscalizar e legislar, mas eu acredito que a gente tem que unir forças para que a gente consiga solucionar esse problema”.
Na mesma sessão, uma adesão de R$ 32 milhões questionada
Também na terça-feira, a vereadora Gisa Barros questionou adesão a uma ata de registro de preços no valor de R$ 32 milhões, com vigência de apenas seis meses, e cobrou explicações sobre a compatibilidade do gasto com o que descreveu como contexto de calamidade financeira do município.
Segundo a vereadora, a administração optou por dispensa de licitação em vez de concluir um pregão eletrônico que já estaria em fase avançada. Ela mencionou ainda relatos de desperdício de alimentos.
Registre-se que o valor de R$ 32 milhões e a descrição do procedimento são alegações da parlamentar. Esta reportagem consultou a pasta de adesões de 2026 no portal da Prefeitura e localizou apenas as Adesões 05/2026 e 06/2026, ambas sem descrição de objeto — de modo que não foi possível confirmar a adesão citada em documento oficial. A publicação da Câmara sobre a fala de Gisa Barros é integralmente em discurso indireto e não traz citações diretas.
O que não foi informado
Nenhuma das duas publicações informa o motivo da suspensão da alimentação dos servidores — a cobrança do vereador existe justamente porque a razão não foi comunicada. Também não se informa desde quando a suspensão vigora nem quantos profissionais são afetados.
Não constam o número da adesão questionada, o número da ata de registro de preços, o fornecedor, nem a identificação do pregão que teria sido preterido. A matéria sobre Gisa Barros não nomeia a secretaria responsável pelo contrato, referindo-se genericamente à gestão municipal.
Não há, em nenhuma das duas publicações, manifestação da Prefeitura. Os partidos dos dois vereadores também não são informados.
Esta reportagem procurou a Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande para saber o motivo da suspensão e para esclarecer os termos da adesão, e o espaço permanece aberto.
Com informações de: Câmara Municipal de Várzea Grande (portal oficial de notícias, 26 de agosto de 2026) e portal oficial da Prefeitura de Várzea Grande (pasta de adesões).
