Várzea Grande recolhe armadilhas para mapear as regiões de maior risco de infestação do Aedes

Serão implantadas 211 ovitrampas na cidade; a contagem dos ovos classifica cada área por cor, do azul ao vermelho.

Vista urbana de Várzea Grande, em Mato Grosso
Várzea Grande (MT). Foto: Sturm / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Serão implantadas 211 ovitrampas em todas as regiões da cidade; a contagem dos ovos classifica cada área por cor, do azul ao vermelho, e define onde entram as ações de combate.

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, em Mato Grosso, iniciou a retirada das armadilhas conhecidas como ovitrampas, usadas para monitorar a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. A informação foi divulgada pela Prefeitura na quinta-feira (30).

Segundo a administração municipal, serão implantadas 211 ovitrampas em todas as regiões de Várzea Grande. Os locais escolhidos para a instalação seguem critérios técnicos baseados no histórico epidemiológico.

O método funciona em etapas. As armadilhas são implantadas e, após cinco dias, recolhidas. Seguem para secagem e depois para a contagem dos ovos em cada palheta. Conforme a quantidade encontrada, a região é classificada por cor: azul e verde indicam baixo risco; laranja é sinal de alerta para infestação do vetor; e vermelho indica nível de extrema preocupação, com ações de combate aos focos de forma imediata e intensiva.

Os agentes de combate às endemias atuam no processo do começo ao fim — da instalação das armadilhas à retirada e à aplicação das ações no local. As análises são realizadas pela bióloga do município, Thayse Oliveira.

Segundo a supervisora-geral do Setor 1, que abrange a região do Grande Cristo Rei, Rosiane Figueiredo Félix, as armadilhas recolhidas no dia 28 já estão com as palhetas separadas e em secagem, processo que leva cerca de dois dias até a contagem dos ovos. “Até o final dessa semana, a análise dessas armadilhas já estará concluída e na sequência já começamos com as ações mais pontuais em locais ‘vermelhos'”, afirmou.

Ainda conforme a supervisora, as ações de tratamento e eliminação de focos cobrem os quarteirões onde houve maior concentração de ovos, bem como os quarteirões adjacentes — informação que aparece na publicação oficial em discurso indireto.

A publicação não informa quantas armadilhas já foram recolhidas, quantas regiões foram classificadas em cada faixa de cor nem o número de casos de dengue registrados no município neste ano.

A ovitrampa é um recipiente com água e uma palheta onde a fêmea do mosquito deposita os ovos. Ela não elimina o inseto: serve para medir a presença do vetor em cada área e orientar onde concentrar o trabalho de campo. É por isso que o resultado da contagem define o mapa de prioridades da vigilância.

O objetivo declarado pela Secretaria de Saúde é reduzir o risco de surtos durante o verão, período em que as chuvas aumentam a quantidade de criadouros disponíveis.

Moradores que identificarem focos ou recipientes com água parada devem acionar a vigilância municipal pelos canais de atendimento da Prefeitura.

Com informações da Prefeitura de Várzea Grande, com texto de Marianna Peres / Secom-VG.