As obras de revitalização do Largo do Rosário, no centro histórico de Cuiabá, começaram com demolições iniciadas em 8 de setembro, por determinação da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, a Sinfra. O acompanhamento dos trabalhos pelo prefeito Abilio Brunini e pelo vice-governador Otaviano Pivetta foi divulgado pela Prefeitura em 10 de setembro.
Segundo o material oficial, a intervenção tem contrato de R$ 731 mil e prazo de até 60 dias, e alcança área de aproximadamente 5,9 mil metros quadrados.
Moradores e um imóvel pendente
O material informa que três moradores permanecem na área alcançada pela obra. Há ainda um imóvel de aproximadamente 570 metros quadrados cuja demolição depende de liberação judicial.
Esta reportagem não identifica os moradores nem reproduz detalhes de suas situações pessoais. O texto oficial também não informa se houve oferta de indenização, de aluguel social ou de realocação, nem em que fase está a discussão judicial do imóvel remanescente.
A área e o BRT
A Sinfra afirma, conforme o material, que a área não integra mais o projeto do BRT. O trecho é relevante porque o entorno do Largo do Rosário chegou a figurar no traçado do sistema de transporte rápido por ônibus da capital.
O documento oficial não detalha quando nem por qual ato a área deixou de compor o projeto, e não indica que destino terá o espaço depois da revitalização.
O que não foi informado
A Prefeitura não informou qual empresa executa a obra, nem o número do contrato de R$ 731 mil, dados que permitiriam acompanhar medições, aditivos e cumprimento de prazo.
Não foi divulgado o projeto final de uso do espaço, ou seja, o que será construído ou instalado na área depois das demolições.
Também não foi informado se há acompanhamento de órgão de patrimônio histórico, questão pertinente em intervenção no centro histórico de Cuiabá, nem se o projeto passou por consulta pública.
Não foi informado o prazo a partir do qual os 60 dias começam a correr, se da ordem de serviço, do início das demolições ou de outra data.
Esta reportagem verificou o texto oficial e registra que ele não contém nenhum trecho entre aspas. Por isso, nenhuma declaração é atribuída ao prefeito, ao vice-governador ou a técnicos da Sinfra nesta matéria.
Com informações de: Prefeitura de Cuiabá.
