Representante do Fort Atacadista anuncia na Prefeitura de Cáceres a retomada da obra, embargada pela Justiça em outubro

O anúncio foi feito na quinta-feira (29) ao vice-prefeito Luiz Laudo Paz Landim e a vereadores. A Prefeitura não informou se o embargo foi derrubado nem quando as obras recomeçam.

Vista aérea do centro histórico de Cáceres e dos bairros ao redor
Imagem ilustrativa. Foto: Túllio F/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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A construção do Fort Atacadista em Cáceres será retomada, segundo anúncio feito na manhã de quinta-feira (29) por um dos representantes do empreendimento, identificado pela Prefeitura apenas como Inácio, durante visita à Prefeitura de Cáceres.

Ele foi recebido pelo vice-prefeito Luiz Laudo Paz Landim, com os vereadores Flávio Negação, Isaias Bezerra, Franco Valério e Valdeníria Dutra. Segundo a Prefeitura, o representante apresentou a proposta de construção de uma praça nas proximidades do empreendimento, como medida compensatória pela utilização de área pública relacionada à implantação do atacadista. Após a reunião, a comitiva foi ao local da obra e acompanhou as informações sobre as próximas etapas do projeto.

Segundo Inácio, a implantação do Fort Atacadista representa um investimento importante para o município, com geração de empregos, movimentação da economia local e ampliação das opções de compra para a população.

O vice-prefeito Luiz Landim comemorou o anúncio e ressaltou que a administração municipal tem interesse em apoiar investimentos que contribuam para o desenvolvimento de Cáceres. “A retomada de uma obra desse porte é uma excelente notícia. Significa investimento, geração de emprego e renda e novas oportunidades para nossa população. A Prefeitura está aberta ao diálogo e trabalhando para facilitar, dentro da legalidade, a chegada e a consolidação de novos empreendimentos”, afirmou.

A Prefeitura não informou se o embargo judicial foi derrubado ou suspenso, nem se houve acordo. Também não divulgou quando as obras recomeçam, quantos trabalhadores voltam, o valor do investimento ou o prazo de inauguração.

Embargo

Segundo a Câmara Municipal de Cáceres, a obra foi embargada pela Justiça em 13 de outubro, no ápice de uma disputa de terras entre particulares. O embargo veio de uma ação anulatória de usucapião extrajudicial que tramita na 3ª Vara Cível. De acordo com o procurador-geral do Município, Luiz Fernando, a Prefeitura ingressou no processo como interveniente.

Em matéria publicada em 21 de outubro, a Câmara relatou que o procurador disse que o município vai acompanhar a perícia da área com sua equipe técnica para demonstrar que a usucapião foi feita corretamente e que o terreno foi vendido ao Fort escriturado e regular.

Ainda segundo a Câmara, um impasse anterior, levantado pelo Ministério Público sobre a chamada Rua C, via pública projetada nas plantas da cidade nos anos 1980, já foi pacificado com um acordo de compensação urbanística, pelo qual o Fort Atacadista irá revitalizar uma praça vizinha.

O embargo foi um dos principais assuntos dos debates da sessão de 21 de outubro na Câmara. Na ocasião, o vereador Rubens Macedo (UB) afirmou que a folha de pagamento do Fort injeta R$ 600 mil mensais na economia local desde fevereiro. Em matéria de 20 de outubro, a Câmara informou que a obra afeta mais de 200 famílias.

Com informações da Prefeitura de Cáceres e da Câmara Municipal de Cáceres.